quarta-feira, 12 de abril de 2017

ABRIL 5.4

Bem vindo, mês de abril. O quinquagésimo quarto abril da minha existência na Terra. Começo me desculpando com os leitores, afinal hoje já é dia 12 e este é apenas o primeiro post do mês. Eu poderia alegar falta de assunto, o que não é verdade. Aliás, assunto é o que não falta nessa era dos assuntos que vivemos. Os top trends, os assuntos do dia, da semana, do momento. As opiniões de uns versus as opiniões de outros. A polarização, a ressignificação, a votação, a cassação, a ocupação e, claro, o José Mayer. Então confesso: É desmotivação mesmo. Os assuntos estão todos aí, eu estou aí, no meio deles, afetado direta ou indiretamente por todos. Mas chega uma hora em que a gente cansa, não é mesmo? Tem dias em que a vida pesa. Mesmo para quem leva a vida na flauta... Abril é um mês que mexe muito comigo. É o mês dos meus anos. Do meu inferno astral. Estou me aproximando da metade dos cinquenta, portanto, ficando cada vez mais perto dos sessenta, setenta, etc. Essa perspectiva me põe para pensar. E nem sempre tenho vontade de dividir o que penso com quem me lê. Quando estou pensativo gosto de ficar quieto no meu canto. Ícaro, o espetáculo do Luciano Mallmann a que assisti em Porto Alegre, me pôs para pensar. O filme Moonlight me pôs para pensar. Logo, paro para pensar... A internet se transformou numa espécie de depósito onde todo mundo joga o que quer, independente da qualidade, sem separar o que é reciclável do que é meramente descartável... Quando comecei esse blog oito anos atrás eu estava cheio de expectativas que hoje não tenho mais. Temo estar passando por um processo de desblogarização... Fala sério: Arrasei no termo. Desblogarização. Acho que acabo de cunhá-lo. Nunca tinha ouvido ou lido... Lembro de muitos meses de abril passados nos mais diferentes lugares: Soledade, Porto Alegre, Paris, São Paulo, Rio de Janeiro. Espero que esse quinquagésimo quarto seja pleno de renovação. Porque chega uma hora em que a gente cansa, não é mesmo? Bom mês de abril a todos...
Na foto, Chanson de Montmarte, de Anita Malfatti. Um bom lugar para se passar o mês de abril.

3 comentários:

  1. Chanson de Montmartre já está de bom tamanho, chéri. Menos é mais mesmo!

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    1. Fernando, querido! Você é no mínimo mais mesmo! Bisous...

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  2. E quando foi que você não pensou? Você é um pensamento ambulante, mesmo que parado e quieto no canto. Moonlight também me pôs a pensar sobre certo e o errado, relativizado sob a perspectiva de quem o vive. Que venham os 'Abril' e que sejam muitos.

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