domingo, 8 de maio de 2016

TRISTE

Tenho andado muito triste. Não vou entrar em detalhes quanto ao motivo da minha tristeza. É totalmente pessoal. Não vem ao caso. O que importa aqui é me desculpar com os leitores pelo fato dessa tristeza estar me impedindo de escrever. Quando eu digo me impedindo de escrever quero dizer me impedindo de escrever aqui, no blog. Porque fora daqui, do blog, eu tenho escrito bastante, estou até pensando em lançar um livro. A tristeza é inspiradora. Mas quem me conhece sabe que não sou muito chegado a ela. Então espero que ela passe para que eu possa voltar a ser solar, alegre & colorido. Quero falar da beleza. Não necessariamente solar, alegre e colorida. A beleza pode ser nublada, triste e em preto e branco. Nova Iorque em preto e branco ao som de Gershwin, na Manhattan de Woody Allen, por exemplo. Ou nas cores de Pedro Almodóvar. Triste é saber que ninguém pode viver de ilusão, quer verso mais belo cantado por Elis Regina no antológico álbum Elis & Tom? Maio é um lindo mês. Das mães. Das noivas. Tenho vários amigos que fazem aniversário em maio. Minha irmã e minha sobrinha também fazem. Outono no Brasil, primavera em Paris. Quero que maio me inspire e me ilumine. Tire a tristeza do caminho para eu passar com minha joie de vivre. Vamos ver. Tentar. Vamos viver. Estive rapidamente em São Paulo para fazer uns exames que meu urologista pediu e aproveitei para assistir ao espetáculo Os Realistas, que aqui no Rio estava sempre lotado. É lindo, é belo, é triste. Quatro excelentes atores e um texto muito bom. Infelizmente falava de coisas que me entristecem. Assisti em um mau momento. Mas recomendo. Que pena que as coisas que ando escrevendo sejam longas demais para postar aqui no blog. Mas o Deus da Literatura há de me ajudar! Santa Clarice ou São Caio F hão de fazer com que eu consiga publicá-las. Até lá, vamos nos falando por aqui. Feliz mês de maio. Feliz vida!
Na foto, os excelentes Fernando Eiras e Débora Bloch em cena de Os Realistas.

Um comentário:

  1. Sempre é bom te ler e escutar, na alegria e na tristeza. É dom.

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