quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

RETOMANDO

Comecei o ano dando atenção total à nossa gatinha Lina, que se recupera de uma crise renal. Cuidar de um animalzinho doente faz a gente pensar e rever muitos conceitos e sentimentos. Nos confronta com a nossa fragilidade, nossa incapacidade, nossa incompreensão do que sente aquele ser que habitualmente é só amor e alegrias. Nessas horas a tecnologia se mostra ineficiente: Queria um Google translator que traduzisse em palavras o que minha gatinha sente, para poder aliviar com maior prontidão e eficácia o seu sofrimento… Retomei meus treinos diários e voltei a beber somente nos finais de semana. Dezembro foi tão alcoólico & açucarado que agora acho que só volto a entrar em forma em abril rsrs… Retomei minhas leituras, hábito que tinha sido deixado de lado com a ida a Ilhabela para passar o Natal. Tanto a pilha de livros físicos quanto os digitais do Biblion foram retomados com sucesso. Os físicos leio mais em casa e no ônibus. Os digitais leio durante meu treino de cardio na academia… Eu obviamente devorei a nova temporada de Emily in Paris. Mas devo dizer que desta vez achei um pouco fraca. Tudo muito em função de merchandising e as situações se repetindo à exaustão. Parece que a série resolveu andar em círculos, ao invés de se renovar. Quando Emilly finalmente volta para Paris (no sexto episódio) melhora um pouco , mas ainda assim deixa a desejar. Felizmente um episódio me encantou demais: La Belle Époque, o nono da temporada. Gostei tanto que já o assisti duas vezes e pretendo rever ainda mais. Todo amarrado dentro de um conceito, temático, bem ilustrado e com uma interessante reflexão: A nossa tendência de romantizar o passado em detrimento do momento presente. Lá pelas tantas o personagem Gabriel diz a Emily na despedida de seu reencontro na Gare de Lyon: “Só começaram a chamar a Belle Époque assim depois que ela passou; não sabemos quando vivemos a melhor época, pode ser que seja agora”… Eu comecei o ano relembrando minhas “belles époques” e me dando conta de que sempre teve coisas boas e coisas ruins. Como agora. E, felizmente, todas elas passam. O que armazenar no HD da memória e levar para sempre conosco a gente é que decide… Bom 2026 a todos! Nas fotos, nosso réveillon-à-trois e Emily no Le Train Bleu.