sábado, 20 de junho de 2020

NOITE DE SÁBADO



Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, cantou Lulu Santos na década de noventa do século passado. E agora, na segunda década do século vinte e um, fechado em casa para se manter isolado do contágio de um vírus numa pandemia, o que se pode esperar de um sábado à noite ou de um outro dia qualquer? Não saberia responder aqui. Mas, enquanto espero, procuro fazer com que meus sábados e outros dias quaisquer sejam únicos. Especiais. Ou absolutamente comuns. Mas que tenham significado. E haja criatividade e animação para preenchê-los... Tenho um pouco de vergonha de confessar, mas há ícones da cinegrafia mundial a que nunca assisti. E tenho procurado, especialmente agora que se tem todo o tempo do mundo disponível para tal, preencher essas lamentáveis lacunas. Foi assim que dia desses assisti a Scarface, essa joia de Brian de Palma que tem Al Pacino como protagonista. Um primor. Roteiro, cenários, a trilha sonora surpreendentemente moderna e eletrônica e, claro, a interpretação de Pacino como o cubano Toni Montana, com sotaque impecável. Sem falar na beleza inebriante da então iniciante Michelle Pfeiffer. Ainda bem que assisti agora. Se tivesse assistido na época em que foi lançado talvez não tivesse apreciado tanto... Outra maravilha que me fez companhia recentemente foi A Época da Inocência, de Martin Scorsese. Protagonizado por Daniel Day-Lews, também traz no elenco Michelle Pfeiffer e Winona Ryder ainda bem menininha. De encher os olhos... E para que ninguém aqui fique pensando que vivo só de passado, vale lembrar que a série The Politician, de Ryan Murphy, estreou a segunda temporada. E devo dizer que está ainda melhor do que a primeira. Quem bota para quebrar nessa segunda edição é Bette Midler, mais sacudida do que nunca. Amo. Que saudade que estava de ver essa atriz brilhar... No mais, saudade de uma aglomeração bem animada. E de uma plateia lotada. E de um bar cheio de amigos tomando bons drinks... Bom inverno a todos!
Nas fotos, Al Pacino em Scarface, Pfeiffer e Day-Lews no filme de Scorsese e Bette Midler arrasando em The Politician.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

EU

Terminei hoje a leitura de Eu, a autobiografia de Elton John. Essa foi a terceira obra que li desde que começaram os dias de isolamento social. Primeiro foi Metrópole à Beira Mar, de Ruy Castro, e depois A Educação Sentimental, de Gustave Flaubert. Durante esse período tenho me envolvido mais com o que leio do que normalmente acontece. Passo na companhia dos livros grande parte das minhas manhãs. Ocorre que vou me apegando aos personagens e, quando o livro se aproxima do final, começo a poupá-lo para que a convivência se estenda por mais alguns dias... Com o livro de Elton John isso foi ainda mais acentuado, posto que sou fã deste astro do rock desde a mais tenra idade. Ele sempre representou para mim uma imagem positiva de artista bem sucedido, que gostava das mesmas coisas de que eu gostava, tais como música, piano e figurinos extravagantes. Inclua-se aí, diga-se passagem, altas doses de plumas e paetês... Isso sem falar que minha infância inteira foi embalada por seus hits Skyline Pigeon, Goodbye Yellow Brick Road e Crocodile Rock. Eu tinha implicado um pouco com o filme Rocketman, achei-o negativo e muito focado nos problemas, como se ele não tivesse tido uma vida de glamour e alegrias também. Agora que li a história desse artista contada por ele próprio e soube que o filme foi um projeto pessoal dele, produzido por seu marido David Furnish, entendo completamente e acho que até gosto da película. Não vou ficar contando fatos por ele relatados. Quem se interessar que leia, garanto que é leitura das mais agradáveis. Para além de todas as extravagâncias, barracos, excentricidades, escândalos e esbórnias, Eu revela uma história de sofrimento, crescimento, aprendizado e – por mais que eu não goste muito do termo – superação. Fora as deliciosas fofocas envolvendo celebridades amigas como Freddie Mercury, Rod Stewart, John Lennon, Gianni Versace, Lady Gaga, a família real inglesa e muitos mais. E um monte de fotos das mais variadas épocas da vida desse longevo rockstar. Que uma leitura das boas me caia logo às mãos para que eu possa sair do luto em que já me encontro...
Nas fotos, a capa de Eu e Elton conversando com a amiga Melina (era assim que ele chamava Freddie Mercury) no backstage de um show.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

NUDEZ

Meu amigo Tude Bastos tem o saudável hábito de tomar banho de sol como veio ao mundo no terraço da casa dele, que fica em um condomínio fechado na zona norte de São Paulo. Além disso, ele também faz caminhadas nas redondezas. Vestido, evidentemente. Pois não é que dia desses, quando voltava da caminhada diária, foi abordado por um vizinho que se disse incomodado pela sua nudez? Meu amigo argumentou que dentro do seu espaço privado cada um pode se vestir – ou, no caso, se despir – como bem entender. E quem não quiser ver que não fique olhando. O vizinho ofendido disse ser delegado de polícia. Tude encerrou a conversa sugerindo então que ele fosse consultar o código penal. Como os ânimos andam exaltados e as pessoas procurando briga por qualquer motivo, meu amigo achou por bem fazer um cercadinho de tecido ao redor do seu solário e tudo ficou resolvido. Fiquei pensando sobre o ocorrido e me dei conta do quanto a nudez ainda é um tabu aqui neste fim de mundo em pleno século vinte e um. Lembro que quando morei na França, há trinta anos, via pessoas tomando sol nuas em praias e parques públicos em vários países da Europa. Na piscina em que eu nadava em Paris, eram mulheres que limpavam o vestiário masculino, circulando tranquilas entre homens sem roupa. Eu acredito na teoria de que a história, a sociedade, a humanidade, evoluem em espiral. Por isso, de tempos em tempos, temos a sensação de estar andando para trás, como é o caso do Brasil de hoje. É quando ondas conservadoras tentam a todo custo cercear liberdades individuais, reprimir expressões artísticas e culturais libertárias e proibir tudo o que não esteja de acordo com determinados padrões ou dogmas pré-estabelecidos. O bom é que quando completa a volta, a espiral torna a andar para frente e a gente conquista mais espaços e liberdades. E o que dá esperança de viver tempos melhores é que o movimento da espiral é ascendente... Assim, logo, logo, meu amigo poderá retirar o cercadinho do solário e bronzear seu corpo nu sem incomodar voyeurs involuntários...
Na foto eu, como vim ao mundo, pela lente do fotógrafo Leekyung Kim.

terça-feira, 19 de maio de 2020

SINAL FECHADO

A pandemia levou meu sorriso. E, junto com ele, levou meu assunto. Quem dera a responsável por isso tivesse sido a Rita, como na canção de Chico Buarque. Não quero mais falar, conversar, participar de lives, assistir a lives e nem tenho tido vontade de escrever. Levei o isolamento social ao pé da letra. Tenho evitado até mesmo me olhar no espelho do banheiro. Fiquei mais bicho do mato do que já era...
Há dias em que o parágrafo acima resume meu estado de espírito durante esse tempo de confinamento. Felizmente, outro tipo de ideias e sentimentos também me invadem, alternadamente, quando, por exemplo, admiro entardeceres da sacada do apartamento enquanto bebo vinho e ouço música. E assim vou levando...
Quando saio à rua rapidamente para fazer compras e vejo os lugares todos fechados, vazios, as pessoas usando máscaras, tenho a sensação de estar vivendo em uma daquelas peças do teatro do absurdo, como O Rinoceronte, de Ionesco...
No começo, duvidei. Mas quando vi a porta de ferro do Ritz abaixada, a ficha caiu. Aquilo não fechava desde 1981! Não tinha mais como negar, o confinamento já era uma realidade. A Rua Augusta vazia à luz do meio-dia. Uma fila serpenteando em frente ao supermercado fazia o Santa Luzia parecer um aeroporto. Nem uma única flor ornamentava os jardins e suas alamedas desertas...
Me vem à memória os versos da canção Sinal Fechado, de Paulinho da Viola. Um diálogo travado rapidamente por duas pessoas que, em seus carros, esperam o sinal abrir para seguirem seus rumos:
-Olá, como vai?
-Eu vou indo e você, tudo bem?
-Tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro. E você?
-Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranquilo. Quem sabe?
Meu esforço nesse momento está concentrado em não perder este meio de comunicação e de contato: Meu blog. Me recuso a deixá-lo morrer. Mesmo que apenas uma vez por mês eu hei de dar as caras por aqui. Ainda que tenha pouco a dizer...
-Me perdoe a pressa. É a alma dos nossos negócios.
-Qual! Não tem de quê. Eu também só ando a cem...
Na foto, entardecer na sacada do apartamento.

domingo, 3 de maio de 2020

PASSAGEM DAS HORAS

O título do post se refere a um poema de Fernando Pessoa que adoro e que levei à cena nos idos anos oitenta, na faculdade de teatro em Porto Alegre; com Angel Palomero, Naira Scavone e o saudoso Fernando Severino no elenco. Mas não é sobre os versos de Pessoa que pretendo discorrer aqui, e sim sobre do que se trata o nosso momento. Precisamente, a passagem do tempo. Das horas, dias, semanas, meses. E nesse passar, o mês de maio chegou. Um dos meus preferidos do ano. Principalmente quando estou em Paris. Saudades, né minha filha? Rsrsrs. Três coisas tem me mantido bastante atento e, ao mesmo tempo, distraído: A série mexicana La Casa de las Flores, no Netflix, a reprise da novela Brega & Chique, no Canal Viva, e a leitura do romance A Educação Sentimental, de Gustave Flaubert. A seguir, pílulas sobre cada um dos três.

ALMODÓVAR MEXICANO – Estou apaixonado pela série La Casa de las Flores. Uma espécie de novela mexicana, bem ao estilo de Maria do Bairro, com toques de Almodóvar. Quando digo “toques” de Almodóvar estou sendo super discreto. O correto seria dizer “desbragadamente inspirada” em. Primeiro, pelo tom debochado e cômico com que o diretor aborda os temas dramáticos. Depois, por uma série de fatores que preenchem os episódios: Bichas, travestis, transexuais, ninfomaníacos, órfãos, michês, streapers, traficantes, viciados, adúlteros e, evidentemente, cenários com cores saturadas. Sem falar na exaltação à cafonice e ao kitsch, que adoro... As atrizes, como sempre acontece nesse tipo de produção, dão shows de interpretação. E nos brindam com lágrimas, ataques de nervos, rompantes de luxúria & frenesi. A trilha sonora, evidentemente, um deleite à parte. Com direito a uma cena de dublagem do clássico brega da dupla Pimpinela, Siga Seu Rumo, por aqui imortalizada na performance de Marisa Orth junto à banda Vexame...

VALE A PENA REVER – O Canal Viva reprisa às 14:30 a novela Brega & Chique, que causou frisson nos anos oitenta pela performance de Marília Pera como a milionária finíssima que, da noite para o dia, se vê sem marido e sem tostão. Por outro lado, a personagem de Glória Menezes, pobre e cafona à la mort, acorda milionária por uma herança deixada pelo falecido marido que elas, evidentemente, não sabem tratar-se do mesmo. E, diga-se de passagem, não morreu. Um veaudeville de encher as tardes. Serve também para constatar o quanto as novelas brasileiras ainda eram artesanais pouquíssimo tempo atrás. Interpretações teatrais, cenários fake, captação de noturnas que mostrava quase nada, e, claro, erros de texto que passavam batido. Isso cá entre nós ainda acontece. (Emoji de carinha chorando de rir). Mas o talento dos atores, ah! Saudades, né minha filha?

ROMANTISMO A GO GO – Minha história com o romance A Educação Sentimental, de Gustave Flaubert, é curiosa. Já tentei diversas vezes ler essa obra e sempre acabava desistindo. Primeiro foi quando morava em Paris e, para praticar o idioma, resolvi ler no original. Desisti nos primeiros capítulos com uma dúvida: Seria o motivo a língua francesa ou eu não tinha gostado mesmo? Acho que o idioma francês não deve ter sido a razão, pois na mesma ocasião, li obras ainda mais complexas como Calígula, de Camus, e A Idade da Razão, de Sartre, no original e não tive nenhum problema de compreensão. De volta ao Brasil, mais duas tentativas que deram em nada. Até que finalmente, ano passado, vi uma edição bonita e acessível na Livraria Cultura e resolvi adquirir. Pois não é que agora, com a pandemia e o consequente isolamento social, retomei a leitura e estou adorando? O livro é a minha cara. Boemia, amizades entre homens que beiram a homoafetividade e paixões platônicas. Quer mais? A história se passa em Paris. Com riqueza de detalhes, nomes de ruas, de bares, restaurantes e cafés. Que, claro, assim que lá voltar irei conferir. Só me resta dizer o quê? Saudades, né minha filha...
Desejo que o mês de maio seja mais leve para todos, apesar de tudo! Vamos em frente na certeza de que dias melhores virão.
Nas fotos, a família baphônica de A Casa das Flores, Marília Pera como Rafaela Alvaray e a capa da edição do romance de Flaubert.

domingo, 26 de abril de 2020

57 ENTRE 4 PAREDES

Ontem foi o dia do meu aniversário. Um aniversário diferente, confinado durante uma pandemia. Como disseram vários amigos ao me cumprimentar, inesquecível. E será mesmo. Mas de uma maneira positiva. Eu, que adoro comemorar o dia dos meus anos, de preferência viajando ou recebendo os amigos em casa, o fiz de maneira especial. Só com Weidy e Lina, nossa nova gatinha de estimação. Passei o dia inteiro comemorando. Fiz comidinhas especiais, Weidy fez um bolo lindo para mim, tomei champanhe, tomei banho de sol na sacada, falei com minhas irmãs por vídeo conferência, com direito a parabéns a você, velas e tudo o mais. Muitos amigos e admiradores me desejaram os melhores votos, me senti querido e importante para várias passoas. Gostei especialmente de uma coisa que me desejou a amiga Agnes Zuliani: Noites arrebatadoras. Ah! Que maravilha. Que privilégio já tão distante, ainda mais agora, em tempos de pandemia... Me dei conta de que a comemoração do aniversário é um estado de espírito. Não importa o local, a quantidade de pessoas, poder ou não sair para a rua. É uma conexão que faço comigo mesmo, revendo minha trajetória, agradecendo por estar vivo, festejando todos os benefícios de que desfruto nessa minha estada aqui na Terra. Ouvi muita música, escutei meus antigos ídolos com novos ouvidos, fiz dublagens e postei nos stories do meu Instagram, enfim, comemorei à altura. Brinquei muito com a Lina, quem tem animaizinhos de estimação sabe que quando são filhotes fervem como crianças, até cansar e cair no sono. A coisa mais linda do mundo... Lembro agora do meu aniversário de cinquenta anos, que passei sozinho em Florianópolis. Weidy estava em Brasília, trabalhando na Copa das Confederações, e fiz questão de ter a experiência de estar só em um lugar que amo durante a entrada em tão significativa idade. Foi maravilhoso. Algumas pessoas disseram “puxa, que triste estar só numa data tão especial”. E respondia a todas elas: Foi uma opção minha. E estou adorando. Aquele também foi um aniversário inesquecível... Como quase todos os meus são. Exatamente porque faço com que o sejam. E assim será, até quando Deus, o Universo, o Bem, a Energia Suprema me permitam. Sou extremamente grato por esta experiência que tenho o prazer de vivenciar: A minha vida. E vou confessar, sem nenhum vestígio de culpa ou soberba: Meu mundinho brut rosé é sensacional...
Nas fotos, eu em dois aniversários especiais: O primeiro e o atual.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

BONS DRINKS EM PARIS

Sou apaixonado pelo livro Les Cocktails du Ritz Paris, que ganhei de presente do meu amigo João Faria. Costumo dizer que ele é um pequeno tesouro, pois além de ser esteticamente lindo, traz revelações, histórias e receitas que são verdadeiras preciosidades para quem, como eu, se interessa pelo fascinante mundo da coquetelaria. Meu amigo João mora há muitos anos em Paris, onde foi barman de estabelecimentos notáveis como o China Club e o Le Fumoir, um dos meus bares preferidos da Cidade Luz. Voltando ao livro, ele me apaixona por diversos motivos. Primeiro porque a cada vez que o manuseio, leio ou releio, sempre acabo aprendendo alguma coisa nova de francês. Agora, com esse isolamento social que nos obriga a ficar em casa, a retomada da leitura me revelou o verbo concocter, que não conhecia, e que significa inventar, elaborar cuidadosamente. Outro elemento motivador da minha paixão pela obra são as belíssimas e divertidas ilustrações da artista Yoko Ueta. Logo no prefácio o autor revela possuir uma vasta coleção de publicações sobre o assunto, cuja leitura o fez tomar a decisão de escrever sua própria versão dos fatos e curiosidades que envolvem a criação de coquetéis clássicos e contemporâneos. Ah, já quase me esquecia de referir, o autor do livro, Colin Peter Field, vem a ser o barman do Bar Hemingway, do icônico Hotel Ritz de Paris. Já nas primeiras páginas ele presenteia os leitores com a planta baixa do bar com o número de cada mesa. Quem, como eu, gosta de bares, sabe que este é um segredo revelado a poucos habitués, para que possam comentar uns sobre os outros discretamente, referindo-se apenas aos números das mesas... Outro presente que o livro dá aos leitores é o trecho de uma carta do escritor Ernest Hemingway para o barman do Ritz da época, na qual ele revela ter experimentado um Bloody Mary – com detalhes da receita – na China, em 1947. Bem antes da data que o dito barman revela ter inventado o drink para o próprio Hemingway, nos anos cinquenta... Eu não sabia – e adorei saber – que a criação de um dos meus coquetéis preferidos, o Manhattan, é atribuída a Jenny Churchill, mãe do primeiro-ministro inglês Winston Churchill. Que as inglesas mandam ver nos drinks, isso eu já sabia... Ainda não tive o prazer de conhecer o bar do Ritz. O hotel esteve fechado para reformas de 2012 a 2016, época em que frequentei Paris com certa regularidade. Mas é sem dúvida uma das primeiras coisas que quero fazer quando voltar à Capital Francesa. Enfim, há muito o que dizer sobre este pequeno tesouro que guardo com muito carinho entre os meus objetos de charme preferidos. Uma brochura impecável, coberta de um tecido que parece ser um linho dourado, e fartamente ilustrada. Um verdadeiro coffee table book! Merci beaucoup, João, pelo adorável cadeau.
Nas fotos, a capa do livro e uma petite dégustation das ilustrações de Yoko Ueta.