terça-feira, 21 de junho de 2016

PARA UM DOMINGO QUE FINDA

Quem me conhece e/ou segue o blog sabe da minha paixão por piano e pianistas. É que estudei esse instrumento durante boa parte da minha infância e adolescência e, como abandonei os estudos, hoje sou uma espécie de pianista frustrado. O que foi sem nunca ter sido, como a Viúva Porcina de Roque Santeiro. Pois bem, isso tudo faz com que eu esteja sempre de olho nesses maravilhosos seres musicais e seu incrível talento para tirar música do instrumento que tanto amo. Para citar alguns, Cida Moreira, João Carlos Assis Brasil, Arthur Moreira Lima, Miguel Proença, Rodrigo Vellozo, Cezar Camargo Mariano e muitos outros. Entre eles, Lady Gaga, que me surpreendeu em um concerto a que assisti em Paris no ano de 2010. Nesse domingo fui ao Theatro Municipal para a apresentação de Michel Camilo. Esse incrível pianista é natural da República Dominicana e passeia por diversos gêneros musicais, do clássico ao popular, passando pelo jazz, com composições próprias e interpretações bem particulares de standards. Uma espécie de one man show do teclado. Fiquei bastante impressionado. Sua já antológica interpretação de Take Five é aplaudida já nos primeiros acordes. Claro que cheguei bem mais cedo, uma hora antes do início do recital, para aproveitar o café do teatro tomando um vinho. O café funciona nas dependências do Salão Assyrio, que fica no subsolo do teatro e tem uma decoração deslumbrante, para dizer o mínimo. Nesse salão aconteciam os bailes de máscaras do Municipal e também chegou a funcionar um cabaret onde se apresentou Pixinguinha! O Assyrio apareceu na minissérie Ligações Perigosas, da Globo, na cena em que Selton Mello é flagrado com outra por Marjorie Estiano... Fiquei curtindo os relevos de azulejos franceses enquanto degustava meu vinho. Servido, malheureusement, em taças de plástico. Praticamente uma heresia em um local tão belo e sofisticado. Mas vale a visita. Aliás, valem várias visitas. Pretendo voltar mais vezes. Não apenas o café, mas o teatro como um todo, é encantador. Eu sei que foi inspirado na Opéra Garnier e que o que vou dizer é um clichê, mas, ainda assim, lá vai: Parece que a gente está em Paris. Mesmo. Saí com um aconchego no peito e a sensação de um domingo bem encerrado. Do lado de fora, a lua cheia iluminava a Cinelândia... Para fechar a semana com chave de ouro.
Nas fotos, Michel Camilo agradece a ovação, vitral do teatro e detalhe dos azulejos do Assyrio. #michelcamilo #theatromunicipalrj

domingo, 19 de junho de 2016

BR TRANS

Ainda me sinto tocado pelo emocionante espetáculo BR Trans, a que assisti nesse fim de semana no Teatro Poeira. Resultado de uma pesquisa do universo de travestis, transexuais e transformistas, feita pelo artista Silvero Pereira, a peça fisga o espectador desde o momento em que ele entra no teatro. Digo artista porque acho que seria redutor chamar Silvero apenas de ator. Seu enorme talento e carisma são capazes de quebrar o gelo de qualquer coração endurecido e fazer relaxar o mais refratário dos moralistas. Assim que um deles coloque os olhos em seu vestido de melindrosa que marca com o balanço das franjas o ritmo da melodia suingada executada pelo pianista enquanto a plateia ocupa os seus lugares. Silvero dá vida a Gisele Almodóvar, espécie de alter-ego do ator, e essa nos conta a história de várias colegas e entrevistadas na sua pesquisa. Assim percorremos as alegrias, os sonhos, as desgraças, os dilemas e as angústias desses seres estigmatizados que tentam sobreviver à margem da sociedade. Eu, que adoro por identificação todos os excluídos, os desvalidos, os degredados filhos de Eva, “os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz” (para citar Chico) fiquei completamente absorvido e emocionado. Silvero é cearense, mas realizou a pesquisa em Porto Alegre, onde entrou em contato com Jezebel de Carli, que veio a ser a diretora do espetáculo. Coincidentemente, Jezebel foi minha colega na faculdade de teatro. Já tinha ouvido falar bem desse espetáculo há muito tempo. Só agora consegui assistir. Ainda bem. E, por favor, não deixem de fazer o mesmo. Fiquei pensando em minha amiga Claudia Wonder, já falecida, e no quanto ela iria adorar se ver retratada nesse belo trabalho. Silvero arrebata ao interpretar ao vivo Três Travestis, de Caetano, e Geni e o Zepelin, de Chico Buarque. E a personagem Babi me levou às lágrimas dublando Maria Bethânia na belíssima Balada de Gisberta, que não conhecia e que agora não paro de escutar. Esse espetáculo é muitíssimo bem-vindo nesse momento de tanta violência, segregação, discriminação e preconceito contra homossexuais em geral, entre os quais travestis e transgêneros se incluem. Quem diria, em pleno século XXI. Seja pelo estado islâmico (minúsculas intencionais) ou pelos pastores que pregam a cura gay. Dá tudo na mesma: O retrocesso está no ar. Mas ainda assim, eles estão lá. Sonham e se desencantam. Ralam e se transformam. Traçam perfis na praça. E se a barra pesar, deixam o país e enchem Paris de graça... Afinal, a distância até o fundo é tão pequena, no fundo é tão pequena a queda. E o amor é tão longe...
Na foto, as franjas ritmadas do vestido de melindrosa de Gisele. #brtrans

quarta-feira, 15 de junho de 2016

MAIS GOTAS

Sábado passado fui a Copacabana para assistir ao espetáculo Esse Vazio, no Teatro Glaucio Gil. Como sempre faço quando vou ao teatro, cheguei mais cedo para comprar o ingresso e, depois de adquiri-lo, fui fazer hora tomando uma taça de vinho. Dessa vez, no simpático bistrô Pek 170, que fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, bem na altura do Copacabana Palace. Quando saí do bistrô e me dirigia para o teatro dei de cara com Jane di Castro saindo de um restaurante onde acabara de jantar. Não pude deixar de abordá-la. Conversamos, fizemos uma selfie e ela me deu o flyer do show que fará com Rogéria na Sala Baden Powel no próximo dia 23. O prospecto, ela falou. Achei chique. Tem coisas que só em Copacabana... Quanto ao espetáculo, bem, não amei. Mas achei que faz juz ao nome... Depois ainda fui jantar no Azumi, o melhor japonês do Rio na minha singela opinião. Ele fica em Copa, mas bem poderia estar situado na Liberdade, em São Paulo. Tal a autenticidade. Como eu dizia, tem coisas que só em etc... Na segunda, Weidy e eu fomos passar a tarde na Ilha de Paquetá. Um pequeno tesouro que em anos frequentando o Rio eu nunca havia visitado. Ruas de areia e paralelepípedos remetem ao passado e a pequenas cidades do interior, como a minha Soledade. Além das belezas naturais e arquitetônicas, Paquetá conserva o que para mim é um dos maiores luxos da atualidade: O silêncio. Andando pelas suas simpáticas praias e ruas o silêncio é tamanho que se pode escutá-lo. Vez em quando ele é interrompido pelas ondas que quebram baixinho na areia. Uma tarde de sonho... Hoje fui finalmente visitar a exposição ComCiência, de Patricia Piccinini, no Centro Cultural Banco do Brasil. Não há muito o que ser dito, pelo menos por mim, sobre esse maravilhoso trabalho. É o tipo de obra que tem que ser vista e sentida. Apesar de que, pelo visto, a maioria das pessoas somente olha. E fotografa! Meu Deus, tem gente que chega a encostar os celulares nas esculturas em busca de closes. Dá um pouco de vergonha alheia. Aliás, muita. Mas cada momento dedicado a apreciar esse impressionante trabalho valerá para sempre. Eu não vou esquecer jamais... E o mês de junho segue com temperaturas amenas. E eu, já em ritmo de despedida do Rio, procuro aproveitar o que posso da Cidade Maravilhosa.
Nas fotos, selfie com Jane, bucolismo em Paquetá e um pouco de ComCiência.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

JUNHO EM GOTAS

Dia desses, assistindo ao filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen, pela quarta ou quinta vez, observei que na calçada onde os personagens andavam nos anos vinte havia aqueles relevos indicativos para cegos. O que, imagino, à época ainda não existia. Mesmo em Paris, sempre tão avant-garde. Gostei do que vi. Me fez pensar que mesmo um gênio como Allen, tão cercado de gente tão capaz, pode errar...
A galeria Marcelo Guarnieri está expondo fotografias de Pierre Verger. Muitas delas tem como diferencial o fato de terem sido manipuladas pelo próprio Verger. Reveladas, ampliadas, etc por ele e, mais ainda, assinadas. O que faz com que custem em torno de vinte mil reais. Adoraria ter dinheiro para poder pagar isso tudo por uma fotografia. Vai ficar para a próxima encarnação...
Gota D'Água a Seco, com Laila Garin e Alejandro Claveaux, retoma o musical de Chico Buarque e Paulo Pontes protagonizado por Bibi Ferreira no fim dos setenta. Creiam, eu assisti, mesmo sendo praticamente um bebê. A peça se mantém atual e na minha singela opinião o único senão é o registro dramático adotado pela direção. Gota D'Água, Bibi o sabia, é trágica! Já Helena Varvaki é toda drama em A Outra Casa, de Sharr White, no pequeno Cândido Mendes. Me fez chorar potes, como tudo o que trata de doenças terminais ou crônicas atualmente...
O Facebook tem me aborrecido sobremaneira. De modo que só entro para ver os aniversariantes do dia, as atualizações e tchau. Todo o atual engajamento dos friends me dá muita preguiça. Fora Temer, ok, aceito. Mas gente perguntando que horas Dilma volta, acho um pouco demais. Desapega, meu povo...
Frio no Rio, uma novidade total para mim. Dá ainda mais saudades de São Paulo. Mas agosto se aproxima e eu, finalmente, irei voltar ao lar... Sem muita paciência para escrever aqui, navegar em redes sociais e me conectar em geral. Isolamento master...
Apaixonado pela série Gracie and Frankie, do Netflix. E, por falar em Gracie, minha amiga de fé, irmã, camarada, Grace Gianoukas está arrasando na novela Haja Coração, como a milionária excêntrica Teodora Abdala. A novela não me prende, mas fico online só para curtir a Grace. Felicíssimo pelo seu êxito na TV encerro o post. Bom inverno a todos!
Na foto, Pierre Verger na galeria Marcelo Guarnieri em Ipanema.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

MUDANÇAS

Recentemente um amigo teve que deixar o apartamento onde viveu por quase dez anos. O proprietário manifestou o desejo de vender o imóvel e, naturalmente, deu a preferência para o seu inquilino tão fiel. Mas o fato é que esse meu amigo não tinha bala na agulha para se tornar o novo proprietário e a solução foi deixar o seu cafofo tão amado. Rapidamente conseguiu encontrar um apartamento até melhor do que aquele onde viveu por tanto tempo, mas quem diz que ele ficou satisfeito! Não é o conforto do novo lar, suas paredes brancas e cheias de tomadas, não é o elevador que o outro não tinha, não é a varanda ampla que comporta uma mesa e várias plantas, não é nada disso que ele queria. Queria apenas e tão somente ficar morando no lugar onde adorava morar... Essa mudança de residência trouxe consigo a mudança de diversos hábitos: Os locais que ele frequentava e que ficavam nas imediações, por exemplo. Teria agora de pegar conduções para ir até eles ou, pior ainda, passar a frequentar outros locais. Quando a gente decide fazer mudanças de hábitos ou mesmo mudanças de vida, isso é uma coisa ótima. Abre espaço para o novo, o imprevisto, o inusitado. Mas quando isso tem que ser feito à nossa revelia é realmente aborrecedor, para dizer o mínimo. De modo que esse meu amigo ainda nem descobriu as prováveis melhoras que essa mudança involuntária pode ter trazido à sua pacata existência. Por enquanto ele nem está interessado nisso. Tanto que a primeira coisa que fez, assim que se instalou confortavelmente na nova moradia, foi fechar a porta à chave e pegar um vôo para um país bem distante para descansar por duas semanas. Diga-se de passagem, o seu país de origem. Ele mora no exterior há mais de vinte anos... Já eu, de minha parte, às vezes tenho vontade de mudar é de planeta. E, quando sou tomado por esse sentimento de inadequação, felizmente recorro à literatura, passaporte mágico para as mais loucas e inimagináveis viagens. Nada como abrir portais, transcender, trespassar a realidade inócua do dia a dia e se embrenhar em universos paralelos cheios de mistérios a desvendar. Abrir a porta do Teatro Mágico cujo acesso só é permitido aos raros, aos loucos. Devorar a primeira metade das histórias e depois começar a poupá-las lendo-as lentamente para que a separação inevitável demore mais a chegar... Nesse exato momento estou fazendo algo que não fazia e que fui obrigado a fazer: Escrever em um computador. Sempre gostei de escrever, desde criança. E sempre o fiz à máquina. Tinha verdadeira paixão pela máquina de escrever do meu pai e, mais tarde, pela minha própria, uma Olivetti Lettera 35 alaranjada. Quando não o fazia à mão mesmo, nos cadernos de bolso que sempre carregava comigo. Quando chegaram os computadores, a internet, a era digital em si, ainda resisti um certo tempo. Mas não estava pegando nem bem para mim. E, como detesto ficar para trás e adoro uma mudança, ainda que por vezes involuntária, aderi em seguida. Hoje não vivo sem meu ipad, meu notebook e meu celular. Sem sinal de internet, então, nem se fala. Sou capaz de deixar de ir para um lugar incrível se souber que lá não tem internet... Enfim, vou me adaptando como posso entre as cidades e as estepes. Nem tanto o homem, nem tanto o lobo. Meu amigo também, estou certo, logo irá se adaptar à vida nova que virá com o novo lar. O importante é que estejamos vivos, conectados e cheios de curiosidade...
Na foto, o escritor alemão naturalizado suíço Hermann Hesse, cuja leitura muito me inspira.

terça-feira, 10 de maio de 2016

LE ROUQUET

Lendo o novo livro de Patti Smith, Linha M, vejo citado pela autora o nome de um café em Paris: Le Rouquet. A princípio, o nome não me diz nada. Mas desperta, obviamente, minha curiosidade como tudo o que se relaciona com a capital francesa. Uma rápida consulta ao Google me revela uma surpresa agradabilíssima: Frequento há anos esse café e nem sequer sabia seu nome. Ele fica no Boulevard Saint-Germain, bem lá para baixo, depois de todo aquele agito turístico em torno do Flore e do Deux Magots. Ele sempre me atraiu pela discrição e pelo agradável terraço sobre o qual se distribuem mesas na larga calçada margeada por plátanos. E o melhor: Tem lugar para sentar, ao contrário dos anteriormente citados, disputadíssimos apesar de caros. Nunca comentei com ninguém que ia lá porque nem ao menos sabia o nome. Mas todas as vezes que vou para a Rive Gauche é onde me sento para comer um croque monsieur e tomar o primeiro cálice de vinho do dia, depois de descer o boulevard em direção à casa de Serge Gainsbourg para ver os grafittis da fachada. Tomei essa descoberta como uma espécie de sinal, de bom augúrio. Me envaideceu, também, compartilhar um lugar no mundo com uma artista que admiro. E fui imediatamente invadido por uma série de conjecturas: Será que eu já teria me sentado ao lado de Patti Smith sem ao menos ter me dado conta de que se tratava da autora de Só Garotos? Teria eu me sentado à mesma mesa ocupada por ela minutos antes e sentido o calor de seu corpo sobre a cadeira? Tudo é possível no mundo das conjecturas. E eu certamente não reconheceria Patti Smith, pois imagino que ela se mova pelo mundo da maneira mais natural possível nem parecendo ser a artista que é. Me dou conta de que o glamour pode se refugiar em lugares onde a maioria das pessoas sequer suspeitaria, ávidas que estão de verem e serem vistas e de consumir pagando altos preços pelas coisas mais banais. Essa constatação só reforça a ideia de que possuo, de alguma forma, uma Paris só minha. E antes que alguma patrulha me ataque já adianto: Não há nenhum resquício de exclusão social nessa minha constatação. Pelo contrário, adoro a ideia de que todos possam, pelo menos uma vez na vida, viajar até a Cidade Luz. Quando digo uma Paris só minha quero dizer uma Paris que traço a partir dos meus gostos e afinidades, das minhas descobertas ocasionais de andarilho e das minhas identificações com personalidades relacionadas a ela. E isso inclui as mais diversas camadas sociais. Como diria meu personagem Emiliano Salvatori, "do high society ao underground". Mal posso esperar pelo dia em que estarei de volta a Paris. Acho que uma das primeiras coisas que vou fazer vai ser me sentar a uma mesa desse café e tomar um porre em homenagem a Patti Smith. Como podem ver, tudo pode ser desculpa para um bebedor inveterado... Ah! Fica a dica: Linha M, de Patti Smith.
Nas fotos, o terraço à sombra dos plátanos e Patti na capa de Linha M.

domingo, 8 de maio de 2016

TRISTE

Tenho andado muito triste. Não vou entrar em detalhes quanto ao motivo da minha tristeza. É totalmente pessoal. Não vem ao caso. O que importa aqui é me desculpar com os leitores pelo fato dessa tristeza estar me impedindo de escrever. Quando eu digo me impedindo de escrever quero dizer me impedindo de escrever aqui, no blog. Porque fora daqui, do blog, eu tenho escrito bastante, estou até pensando em lançar um livro. A tristeza é inspiradora. Mas quem me conhece sabe que não sou muito chegado a ela. Então espero que ela passe para que eu possa voltar a ser solar, alegre & colorido. Quero falar da beleza. Não necessariamente solar, alegre e colorida. A beleza pode ser nublada, triste e em preto e branco. Nova Iorque em preto e branco ao som de Gershwin, na Manhattan de Woody Allen, por exemplo. Ou nas cores de Pedro Almodóvar. Triste é saber que ninguém pode viver de ilusão, quer verso mais belo cantado por Elis Regina no antológico álbum Elis & Tom? Maio é um lindo mês. Das mães. Das noivas. Tenho vários amigos que fazem aniversário em maio. Minha irmã e minha sobrinha também fazem. Outono no Brasil, primavera em Paris. Quero que maio me inspire e me ilumine. Tire a tristeza do caminho para eu passar com minha joie de vivre. Vamos ver. Tentar. Vamos viver. Estive rapidamente em São Paulo para fazer uns exames que meu urologista pediu e aproveitei para assistir ao espetáculo Os Realistas, que aqui no Rio estava sempre lotado. É lindo, é belo, é triste. Quatro excelentes atores e um texto muito bom. Infelizmente falava de coisas que me entristecem. Assisti em um mau momento. Mas recomendo. Que pena que as coisas que ando escrevendo sejam longas demais para postar aqui no blog. Mas o Deus da Literatura há de me ajudar! Santa Clarice ou São Caio F hão de fazer com que eu consiga publicá-las. Até lá, vamos nos falando por aqui. Feliz mês de maio. Feliz vida!
Na foto, os excelentes Fernando Eiras e Débora Bloch em cena de Os Realistas.