segunda-feira, 13 de setembro de 2010


SO IN LOVE

I'm in love with Ilhabela...Enquanto bebo meu espumante argentino Nieto Senetiner de frente pro mar olhando a lua crescente que parece uma castanha de cajú sobre a estrela Dalva, faço planos de mudar a minha vida radicalmente: Deixar São Paulo e ir viver junto ao mar, abrir uma pousada ou um café-teatro onde, além de servir as pessoas, eu as pudesse brindar com minhas performances...Adoro a idéia de fazer planos para o futuro, mesmo beirando os cinquenta! É como se a minha adolescência se extendesse indefinidamente...A trilha sonora mais constante e marcante desses dias em Ilhabela tem sido o song book de Cole Porter, por Ella Fitzgerald. Como é bom ouvir a bela voz de Ella emoldurando a paisagem da ilha...Quando cai a noite pode-se ver vagalumes, que passam voando a piscar suas pequenas luzes, coisa que não via desde a minha infância em Soledade.
Hoje conhecemos as praias mais ao sul, como Veloso e Feiticeira, e as mais ao norte, como Armação, Siriúba e Pedra do Sino, que tem um incrível efeito sonoro: quando você bate uma pedra nas rochas da praia elas reproduzem o som de sinos! Essa dica me foi dada por um leitor do blog. E por falar em coisas que não via desde a minha infância, hoje vi, na praia do Veloso, borboletas voando ao meu redor...
Amanhã volto pra São Paulo, pois estou me apresentando na Terça Insana em todas as terças-feiras do mês de setembro. Mas esses cinco dias junto ao mar aqui em Ilhabela ficarão pra sempre na minha memória...Espero poder voltar o mais rápido possível.

domingo, 12 de setembro de 2010


PÉS NO CHÃO
No post anterior eu grafei errado o nome da ilha encantada onde estou passando uns dias: Ilha Bela. O correto é Ilhabela, tudo junto. Pois bem, aqui em Ilhabela-tudo junto, tem um lugar muito interessante que conheci ontem à noite: a Ong Pés no Chão. Eles tem um espaço cultural, todo construído por eles próprios, com o apoio dos moradores da ilha, que abriga o Dança e Movimento, um festival de dança que acontece anualmente e trás, além de espetáculos, oficinas e worshops para os jovens alunos da ong. Fui assistir ao espetáculo Lúdico, da Cia Druw, que já havia assistido em São Paulo e do qual gosto muito. Pois bem, aqui no espaço do Pés no Chão, ao contrário do que diz o nome do lugar, eles voaram ainda mais. Sabe quando a magia e a beleza do local tornam um espetáculo ainda mais bonito do que já era originalmente? Foi exatamente o que aconteceu. Cheguei um pouco cedo e já fiquei logo encantado. Tudo é extremamente simples e, até mesmo, rústico, mas de uma grande harmonia. Tem pequenos detalhes na estrutura da construção como uma grade de ferro, toda formada por galhos e folhas, como se fazia no art-nouveau, mas numa versão local de grande beleza naif. Eles contam com orgulho e entusiasmo que eles mesmos a construíram. Vi as pessoas chegando para o evento em grupos, famílias, adultos e crianças, todos arrumados, cabelos molhados com aquele cheirinho de recém saído do banho que me lembrou muito a minha infância no interior quando a gente tomava banho, jantava e saía para brincar ou para tomar um sorvete na praça...Na cantina do espaço eles servem salgados e sucos naturais, feitos na hora, tem até um forno de pizza de onde saíam, quentinhas, as pizzas de muzzarela e escarola. Os sucos eram incríveis: inhame com limão, maçã com gengibre e até mesmo um de rúcula! Adorei. O espetáculo que, por um lado, sofreu limitações técnicas e espaciais, ganhou em vida, capacidade de adaptação e improviso. Tudo isso, somado à felicidade eminente da assistência, resultou numa grande ovação final com direito a gritos de Bravo! Após o que eles serviram uma deliciosa sopa de ervilha com legumes...Inesquecível.

sábado, 11 de setembro de 2010



ILHA BELA
O nome já diz tudo: é uma ilha e é bela. Demais. Desde que vim morar em São Paulo, há 14 anos, ouço falar de Ilha Bela e tinha a maior vontade de conhecer mas, não sei porque, não rolava. Finalmente aconteceu. Cheguei ontem ao entardecer e já estou apaixonado, querendo ficar pra sempre...Estou hospedado em um hotel agradabilíssimo, chamado Petit Village. Fica no alto de um morro, de onde se avista, pela janela do quarto, o mar ao longe. Na verdade o quarto está mais pra apartamento, pois tem uma pequena sala, o quarto em si, o banheiro e uma espécie de closet. E tem, também, uma janela e uma porta que dão para o mar, em uma varanda alta de onde se mira o infinito. Me divido entre a vontade de pegar o carro e visitar a ilha toda e ficar somente aqui, aproveitando cada minuto da minha estadia pra curtir esse espetáculo da natureza. Eu, que, como já falei aqui no blog, adoro sair de casa, viajar, fazer uma mala, estou realizado. Gosto muito de São Paulo mas, às vezes, é fundamental sair um pouco pra respirar, expandir o horizonte, o que, aliás, não se vê por lá, cercados que ficamos por prédios, prédios e mais prédios...
Prometo voltar a escrever da bela Ilha Bela. Se bem que aqui, como se pode atestar pela foto acima, imagens dizem muito mais que palavras...

terça-feira, 7 de setembro de 2010



VIAGENS
Uma das coisas que mais gosto de fazer na vida é viajar. No sentido literal, evidentemente. De sair de casa, mesmo. Fazer uma mala, por pequena que seja, mesmo para ficar dois dias fora, já me deixa muito animado. Não precisa ser Paris, Recife ou Bahia, pode ser aqui mesmo, em Ribeirão Preto ou Guarujá. Já gosto. Aliás, adoro o interior de São Paulo, que tem cidades interessantíssimas. Acho que tem a ver com sair da rotina, que é uma coisa sempre instigante pra mim. E sempre foi assim. Lembro que quando ainda estava morando em Porto Alegre, eu ia muito ao aeroporto levar e esperar amigos, e sempre mentalizava: um dia quero fazer um espetáculo de muito sucesso e viajar o país inteiro me apresentando. Foi o que veio a acontecer, alguns anos depois, quando entrei para a Terça Insana, onde fiquei oito anos viajando muito. E aqui vale também o sentido figurado...Esse ano de 2010 eu tirei especialmente pra isso: viajar bastante, só que não a trabalho. E, de janeiro pra cá, já fui a Camburi, Porto Alegre, Salvador, Morro de São Paulo, Rio de Janeiro e Paris. E ainda to planejando voltar a Porto Alegre, ir a Soledade, minha cidade natal, e na volta, se der, fazer um pit stop em Florianópolis. Eu gosto de me instalar na cidade, no hotel, na casa em que for ficar, guardar roupas no armário, fazer daquele local a minha casa e viver a vida que se vive lá. Mesmo que seja só por dois dias. Gosto, também, de fazer as coisas mais turísticas, os passeios mais óbvios, as fotos mais cartão postal. E, de preferência, assistir a espetáculos que estejam em cartaz nessas cidades. E, claro, conhecer pessoas que morem nesses locais. Viajar me faz muito feliz e eu quero fazê-lo cada vez mais. Nos últimos cinco anos em que estive na Terça Insana nós viajamos muito, quase todos os finais de semana, com uma pequena pausa nos meses de dezembro e janeiro. De Porto Alegre a Manaus, com direito a muito centro-oeste. Isso me cansou, não pelas viagens em si, mas porque viajar já havia se tornado, também, uma rotina. E, quando ela se instala, eu tenho tendência a pular fora. É engraçado como até mesmo a falta de rotina pode se transformar em rotina também: A mala de figurinos sempre pronta, a necessaire com tudo em dobro, pra não correr o risco de esquecer nada...Com o tempo, até as cidades começaram a se repetir, os teatros, as pessoas, então deixou de ser tão instigante pra mim. Mas é claro que já estou sentindo falta. Quem segue o blog sabe que gosto muito de ler. E uma das coisas que mais gosto de fazer em viagens é visitar os lugares que são referências de livros que li. Descobri, recentemente, lendo a biografia de Clarice Lispector, vários lugares que quero visitar quando voltar a Recife, onde já estive inúmeras vezes e, como não tinha essas referências, não visitei. E isso é algo que adoro também: sempre ter coisas que faltaram fazer, pra ter motivos para voltar às cidades de que gosto. Em Paris, por exemplo, eu sempre deixo coisas por fazer, propositadamente. Assim eu sempre terei uma desculpa pra voltar...Se bem que lá eu sempre vou querer voltar, mesmo que seja pra fazer tudo de novo! Bon voyage...
A foto que ilustra o post eu chamo de: Le Petit Prince à Munique, e foi feita sobre um lago congelado.

domingo, 5 de setembro de 2010





FOR A FRIEND
Eu queria muito começar o mês de setembro falando sobre a amizade, no meu ver, uma das mais belas formas de amor que existe. É um amor opcional, que a gente escolhe, não vem de fábrica, como o amor que temos pelos nossos pais ou irmãos. Certos amigos, aliás, são mais do que irmãos. Os amigos nos aceitam como somos e nós também os aceitamos como são. Diferente de namorados, por exemplo, com os quais somos muito mais exigentes e que exigem muito de nós. Impossível não lembrar de um grande amigo que tive. Que foi, durante os anos em que a nossa amizade durou, o meu melhor amigo. E não é que tenhamos brigado ou nos afastado. Ele simplesmente, de uma hora pra outra, morreu. Nos conhecemos em 1986 e ele faleceu em 1994. Não chegou a durar dez anos, a nossa amizade. Mas como me faz falta, até hoje... Estou falando do Marcelo Pezzi, meu grande amigo de Porto Alegre, que continua muito presente em mim, na minha vida e, até mesmo, na minha casa aqui de São Paulo, que ele nem chegou a conhecer. Digo isso porque suas irmãs, Mônica e Simone, me deram alguns objetos que decoravam a casa dele como recordação. Hoje eles decoram a minha casa. Eu adorava o apartamento do Marcelo em Porto Alegre. Era um pequeno duplex charmosíssimo que, no centro da escada que subia em caracol para o andar superior, tinha uma coluna onde ele colara antigas fotos de estrelas de Hollywood que sua mãe colecionava. Essas fotos me foram dadas de presente por suas irmãs e eu emoldurei algumas delas e preguei os quadros na parede da minha sala em formato de coluna, um sobre o outro, exatamente como ficavam dispostos na casa dele. Na parede em frente tem um quadro da artista plástica Karen Lambrecht, também presente de Mônica e Simone. Quando me sento na sala para ouvir música, o que faço com muita frequência, é impossível não lembrar do Marcelo. Principalmente quando ouço a canção For a Friend, de Jimmy Somerville, que dá nome ao post, e fala de um amigo que se foi. Marcelo e eu tínhamos uma cumplicidade e um prazer de estar juntos que nunca tive iguais com nenhum outro amigo. E olha que tenho excelentes amigos. Se a gente não tinha nada pra fazer, só ficar juntos já estava bom. Assunto não nos faltava e mesmo se, ocasionalmente, faltasse, era bom do mesmo jeito. Em silêncio. Sua morte foi a primeira grande perda que sofri. Eu tinha trinta e um anos e, até então, só perdera minha avó. Mas a dor da perda do Marcelo foi infinitamente maior. Como nos versos da canção de Jimmy Somerville: I never cried the way I cried over you... Lembro com saudade das nossas viagens à Florianópolis, no verão. E de como as planejávamos, curtindo cada detalhe do que faríamos quando estivéssemos lá. E do quanto ríamos quando estávamos juntos. Tenho certeza que hoje ele adoraria vir a São Paulo me visitar. E já veio, uma vez. Só que em sonho. Um sonho maravilhoso. Eu estava em um café, meio como o Ritz, daqui de São Paulo e, de repente, vejo ele entrar pela porta e vir andando na minha direção. Eu levantei da cadeira e nos abraçamos longamente. A sensação foi incrível e eu senti até o seu cheiro. Falei: Que bom que você veio! Acordei feliz e emocionado. E ele nunca mais voltou...
A não ser na minha memória, onde ele sempre viverá.
Acho que consegui inaugurar os posts de setembro da maneira que queria: falando de amizade.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010



AGOSTO II

Gente, que loucura! Já acabou o mês de agosto! E eu tenho uma teoria: quando acaba agosto, o ano acaba rapidinho. Quando a gente vê, já é Natal...
Olha eu aqui falando novamente do mês de agosto. Juro que não é falta de assunto, pelo contrário. Foi um mês cheio de vários assuntos pra mim. Fiquei bastante envolvido com visitas. Eu adoro receber visitas. Principalmente de pessoas muito queridas, como foi o caso das minhas nesse mês. Recebi meu amigo João Faria, que mora em Paris, minha irmã Rita, que mora em Miami, e sua (nossa) amiga Lilian Pinto, que mora em Porto Alegre. O bom de receber visitas, no meu ver, além de matar as saudades e colocar os assuntos em dia, é que a gente acaba fazendo um monte de coisas que normalmente não faria se não fosse para levar os amigos. É aquele papo do turismo em casa, que falei no post Turismo em SP. E, claro, além de agradar aos visitantes, acabo descobrindo coisas bem legais na minha própria cidade. É o caso do Karaokê da Mamma, na Liberdade, que conheci na companhia de meus visitantes. Adorei! O lugar é incrivelmente kitsch, com uma decoração que mistura enfeites de Natal, lanternas japonesas, aquários, bolas coloridas e um sem número de tranqueiras que resulta inteiramente original. O ambiente é divertidíssimo, bebe-se, dança-se, canta-se e come-se absolutamente de TUDO. Na nossa mesa, por exemplo, teve de churrasquinhos e batatas fritas a temakis de salmão. Bem bão. A frequência é totalmente eclética, indo, como diria meu personagem Emiliano Salvatori, do high-society ao underground. Além de todos os bares e restaurantes que costumo frequentar e que gosto de apresentar aos amigos de outras terras. Adorei, também, a estação Alto do Ipiranga, do Metro, que conheci quando fui levar o João para visitar o Museu e o Parque da Independência. Aliás, João, que como já falei, mora em Paris, ficou impressionado com a limpeza do nosso Metro. Levei-os ao Mercado Municipal, onde comi um delicioso pastel de camarão, o melhor que já experimentei até hoje. Sempre que ia ao Mercado só comia o famoso de bacalhau...
João adorou também o “Baixo Augusta”, com sua vida noturna boêmia, e o bairro da Aclimação, por onde ficamos horas batendo perna.
Agosto teve também uma volta minha à Terça Insana, pois fiz shows com eles em dois fins de semana, um na Praia Grande e outro em Santo André, substituindo o ator Arthur Koll. Levei João comigo pra praia e nós dois adoramos, pois eu também não conhecia a Praia Grande...Pode?
Agora que o mês já terminou e minhas visitas se foram, ficou uma espécie de vazio aqui em casa. Felizmente, hoje à noite ainda vou rever, por poucas horas, minha irmã Rita que vai fazer uma escala aqui em Guarulhos vindo de Porto Alegre para ir pra Miami. Então, quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, eu volto a escrever. Isso se eu não voltar amanhã mesmo, dia 31. Au revoir!


XICO BUARK

Essa grafia para o genial poeta e compositor foi inventada por Millor Fernandes e utilizada por Clarice Lispector na crônica “Xico Buark Me Visita”, do livro A Descoberta do Mundo, que foi, durante anos, meu livro de cabeceira e que já mereceu post especial aqui no blog. A Editora Abril lançou uma coleção de CDs com a obra de Chico Buarque. Serão vinte volumes. Digo volumes porque são pequenos livrinhos ilustrados, com biografia, discografia e painel da época em que o álbum foi lançado. O primeiro volume é o LP Chico Buarque, de 1978, cuja capa ilustra o post. Lembro muito desse disco e desse ano. Comprei o CD na sexta-feira e passei todo o fim de semana escutando e recordando. É incrível como minhas memórias sempre estão ligadas a uma trilha sonora. E é incrível também o quanto de música boa eu escutava, já na mais tenra idade. No ano de 1978 eu completei quinze anos de idade. Tinha acabado de me mudar para Porto Alegre para fazer o segundo grau. E o que eu mais gostava de ouvir, então, era Elis Regina, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Rita Lee, Milton Nascimento e, claro, Chico Buarque de Hollanda. Esse disco, em especial, eu gostava muito e era recheado de sucessos. Lembro que algumas canções, como Cálice e O Meu Amor, tinham acabado de ser liberadas pela censura, assim como Tanto Mar, que faz referência à Revolução dos Cravos, em Portugal. Nesse fim de semana eu fiz shows com a Terça Insana em Santo André, substituindo o ator Arthur Koll, e as nossas idas e vindas ao ABC foram embaladas pelas canções de Chico. Ontem à noite, depois do último dos cinco shows lotados que fizemos entre sexta-feira e domingo, a lua minguante enfeitava o céu, embaçado de poluição pelo baixo índice de umidade do ar, enquanto voltávamos para São Paulo ouvindo as maravilhosas canções de Chico. No álbum tem a canção Pedaço de Mim, que Chico canta em dueto com Zizi Possi, no auge da beleza e afinação vocal, que é de cortar os pulsos. O verso: A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu, é dos mais pungentes da MPB. E a minha preferida do disco, Pequeña Serenata Diurna, de Silvio Rodriguez. Tem Pivete, crônica-retrato do menor de rua do Brasil, que parece ter sido feita hoje. E Apesar de Você, genial metáfora utilizada para falar diretamente ao poder militar que proibia, justamente, que se falasse o que se pensava. Enquanto observava a noite de São Paulo e ouvia as canções, não conseguia deixar de lembrar da época em que o disco foi lançado. E só pensava no quanto tudo mudou. Pra melhor e pra pior. Jovens que éramos, tínhamos, além dos sonhos e ilusões que todos os jovens tem, acesso a esses artistas geniais, a toda uma intelectualidade que nos formava e nos servia de base. Eu não sei o que os jovens de hoje andam ouvindo, lendo ou assistindo no cinema, mas, pelo menos, SOA diferente. E muito pior. Ta certo, a gente não tinha internet. Mas a nossa informação não era tão fragmentada. Tudo tinha mais tempo para ser explorado, aprofundado, absorvido. Eu detesto a idéia de me transformar num velho saudosista, daqueles que dizem: No meu tempo era muito melhor! Não, não sou, não era. Meu tempo ainda é hoje. Mas, ao reescutar essas canções de Chico, não tem como não ficar comparando com o que temos hoje, pelo menos em termos de Música Popular Brasileira. E, desculpa aí, mas, cá entre nós, era muito melhor.
To louco pra encontar a Ópera do Malandro em CD. Alguém sabe onde tem?