Quem digitar o nome Ritz no campo de pesquisa aqui do blog irá encontrar vários posts em que ele é no mínimo citado. Minha relação com esse bar/restaurante de São Paulo é antiga e está tudo contado no post O Ritz e eu, de dezembro de 2009. Mas são tantas as histórias que sempre tenho vontade de voltar a escrever sobre o tema. Pra quem ainda não sabe eu moro, desde 1996, na Alameda Franca, exatamente a uma quadra de distância do Ritz. E lá se vão vinte anos que me tornei frequentador habitual desse endereço. Ontem à noite eu estava mais uma vez bebendo no balcão do bar quando Jorge Takla, um dos ilustres habitués, me disse que gosta muito das fotografias que faço do Ritz e que ele acompanha há anos. E me sugeriu que lançasse um livro de fotos do restaurante. Achei a ideia tentadora e, conversando via whatsap com meu amigo Odilon, de Salvador, ele me sugeriu que eu acrescentasse histórias junto com as fotos. Fiquei muito tentado. Tanto que já estou aqui a escrever sobre o meu velho e bom amigo... Também ontem, tive o prazer de encontrar no Ritz uma das minhas "ídolas" de todos os tempos, Zezé Motta, que não pude deixar de tietar e, claro, fotografar. Quando encontro ídolos eu tieto mesmo. Recentemente foi a vez de Pedro Andrade. Fiquei tão nervoso que tremia abraçado a ele enquanto o barman Will nos fotografava. Depois que o Takla me sugeriu o livro fiquei lembrando de fotos e efemérides vividas nesse que é o meu bar favorito através de décadas... Teve a vez em que Edson Cordeiro e eu fomos ao Ritz com a Gretchen e sua filha Tammy. Na ocasião ela era filha ainda. Hoje é filho... Teve a vez que fui, depois de pular carnaval na Banda do Redondo, vestido de mulher. E lá pelas tantas, cansado da brincadeira, fui ao banheiro, me desmontei lá mesmo e saí com a fantasia na bolsa...Teve muitos porres e micos, evidentemente. E funcionários adoráveis que deixaram saudades. Como Ricardo Kanazawa, hoje proprietário do bar Igrejinha. O Ri fazia tudo o que eu pedia, desde mudar acompanhamentos e ingredientes de pratos até me dar dinheiro pro táxi. Que eu evidentemente pagava... Cheguei a ir uma vez com o Caio Fernando Abreu, quando ainda não morava em São Paulo. Eu estava no Rio, trabalhando com Luís Arthur Nunes e vim passar um fim de semana em São Paulo. Encontrei o Caio no Viena do Conjunto Nacional, depois fomos para apartamento dele na Hadock Lobo, depois a uma peça de teatro e, para fechar a noite, Ritz... Agora estou começando a lembrar de coisas que é melhor não contar, para não me queimar ou queimar o nome dos envolvidos... Mas adorei a ideia do Takla. Vou começar a anotar histórias e a selecionar fotos. Mesmo que não dê em nada, vai ser no mínimo divertido. Pois, como diz o Mario Mendes, outro ilustre habitué da casa, eu sou fútil e a vida é curta. Cheers!
Nas fotos, uma travessura que eu sei quem fez mas não posso revelar e a lousa do dia da festa de 30 anos.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
domingo, 9 de outubro de 2016
JOIA DA BRIGADEIRO
Sempre que vou ao teatro, o que acontece com uma certa frequência, gosto de chegar mais cedo, geralmente uma hora antes, e ficar tomando um drink em algum boteco das redondezas. Descubro lugares, pessoas e atmosferas incríveis nessas ocasiões. Foi assim que conheci, nessa agradável e primaveril noite de sábado, a Joia da Brigadeiro. Trata-se de uma lanchonete que fica na esquina da Brigadeiro Luiz Antônio com a Condessa de São Joaquim. Pedi uma dose de uísque e uma schweppes citrus. Inacreditavelmente tinha Jack Daniel's, o que fez com que a Joia subisse imediatamente no meu conceito. Olhei em volta e percebi que a frequência também me era familiar, embora um pouco diferenciada de mim. Mais por uma questão estética, pois acredito que nossa essência era basicamente a mesma. E a nossa sede também, se é que vocês me entendem... Pois eu estava justamente fazendo hora para assistir ao espetáculo A. M. A. D. A. S., com direção do meu amigo/mestre/professor/diretor Luís Arthur Nunes e protagonizado por Elizabeth Savala, que cumpre curta temporada no Teatro Brigadeiro, que fica um pouco mais acima da Joia de mesmo nome. Terminado o drink, me dirigi ao teatro e, após o terceiro sinal, descubro a verdadeira Joia da Brigadeiro: La Savala. Livre, leve e solta, ela é puro talento & carisma sur la scène. Uma comediante no verdadeiro e amplo sentido da palavra. One-woman-show. A peça é um mero pretexto para Elizabeth deitar e rolar, conduzindo a plateia por quase duas horas de um verdadeiro tour de force. Eu acompanho a carreira televisiva dessa atriz desde Gabriela, quando ela encantou o país com sua inesquecível Malvina. Mas não tinha ideia do que ela é capaz quando está só sobre o palco. Uma grande artista, que precisa ser vista por todos. Seu monólogo é na verdade um grande stand-up comedy. E sua atuação é uma master class do estilo. E, para completar, a fina moldura que é a delicada direção de Luís Arthur. Imperdível. Melhor do que isso, só ter saído para jantar com eles depois do espetáculo. O que aconteceu e foi igualmente encantador. E as risadas se prolongaram noite a dentro...
Na foto, Elizabeth reinando absoluta sobre o palco.
Na foto, Elizabeth reinando absoluta sobre o palco.
domingo, 2 de outubro de 2016
SONHOS DE OUTUBRO
Que bom que o mês de outubro chegou. É que setembro trouxe uma primavera fria que mais parece um prolongamento do inverno e eu quero que comece logo a esquentar. Pelo menos que comece a fazer temperaturas mais amenas... E o novo mês também trouxe consigo a possibilidade do sonho. Não me canso de sonhar e acho que os sonhos, mesmo os que a gente sonha acordado, são das melhores coisas que se pode ter - ou não - na vida. Eu fui um jovem bastante sonhador. Felizmente consegui realizar muitos dos meus sonhos da juventude. Grande parte deles, posso dizer. Mas, como continuo um sonhador na meia idade, ainda tenho muito por realizar. Quando a gente é jovem e tem a vida inteira pela frente, parece que ela, a vida, vai demorar uma eternidade para passar. Depois que passamos dos cinquenta anos, por exemplo, essa noção de longevidade da vida é totalmente revertida. O que nos toma é a sensação da impermanência de tudo. Da vida, inclusive. Acho que não terei tempo para realizar todos os meus sonhos, mas já que sonhar, dizem, não custa nada, aí vai... Conhecer a Ásia! Pelo menos o Japão e a Tailândia.Esse acho que ainda dará tempo.Ficar um mês em Paris hospedado em um hotel de luxo, como o Ritz ou o Plaza Athéné, também não seria nada mau. Aí já não é nem sonho, é viagem mesmo! Tem também os sonhos dourados como, por exemplo, dirigir um show de Maria Bethânia. Se assistir a um show de Bethânia já é para mim algo tão transformador - e eu assisti a vários, graças a Deus - imagine vê-la executar sobre o palco coisas criadas por mim... Esse é na verdade um sonho sem preço. Já não sou mais jovem, ela, menos ainda. E nem sequer chegamos a nos conhecer, ou seja, nessa encarnação não vai dar tempo. Uma pena. Tempo: Quem tem sobrando, quer que passe logo. Quem tem pouco, quer prorrogar. E assim caminha a humanidade. Eis aí mais um sonho: Prolongar o tempo, quando fosse necessário. Esse é um sonho impossível. Quando se fala em sonhos é difícil ficar apenas no plano dos que podem ser realizados. Pois, como já dizia a canção: Sonhar, mas um sonho impossível... Bom outubro para todos! E que ele possa trazer, além de sonhos, realizações. Muito amor, amizade sincera, compreensão, compaixão, entendimento, entretenimento e, sobretudo, saúde e prosperidade. É, sonhar não custa nada mesmo...
Na foto, Bethânia realizando sonhos sobre o palco.
Na foto, Bethânia realizando sonhos sobre o palco.
domingo, 25 de setembro de 2016
SEPTEMBER SONG
Ah, o mês de setembro, tão aguardado, chegou chegando e já está quase no fim! Oh my blog, esse é apenas o terceiro post do mês... A agenda social tem sido intensa, com jantares chez les copains, e a cultural não menos, com shows, leituras e peças de teatro. Ainda cheio de coisas para assistir, que a oferta aqui na Pauliceia é imensa, e fazendo uma seleção, já que os preços também são imensos. Fiquei encantado com o filme Chocolate, não o americano de 2000, com Juliette Binoche, e sim o francês, de 2015, com Omar Sy, o inesquecível Driss de Os Intocáveis. Filmes que retratam o mundo do circo geralmente me comovem. Não foi diferente com Sangue Azul, de Lírio Ferreira, nem com O Palhaço, de Selton Mello, e nem tampouco com La Strada, clássico de Federico Fellini. Mas esse tem o charme especial de se passar em Paris e mostrar bastante o Cirque d'Hiver, um dos meus lugares preferidos na capital francesa onde assisti pela primeira vez, no começo da década de noventa, a um espetáculo do hoje mundialmente famoso Cirque du Soleil. Omar Sy é puro carisma em cena, além de ser um ator talentosíssimo. Lembrei dos meus tempos na École du Cirque Fratellini que, por sinal, é citada no filme... Setembro trouxe também Gilberto Gavronski, Luís Arthur Nunes e Marcos Breda relendo Caio Fernando Abreu, e Cida Moreira fazendo homenagem a ele junto a Thiago Pethit. A primavera entrou parecendo mais uma extensão do inverno do que uma prévia do verão. E vamos vivendo aqui nessa selva de pedra, cada dia mais reveladora de mistérios e encantamentos. Mas atenção! É preciso estar atento e forte. E de olhos bem abertos, pois São Paulo não é nada óbvia e precisa ser decifrada a cada nova estação. Boa primavera para todos...
Na foto, Omar Sy esbanjando talento & simpatia no affiche de Chocolate. Ah! O título do post peguei emprestado da canção de Kurt Weill.
Na foto, Omar Sy esbanjando talento & simpatia no affiche de Chocolate. Ah! O título do post peguei emprestado da canção de Kurt Weill.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
CAIO MON AMOUR
Que bom que entrou setembro e a boa nova anda nos campos! Hoje o saudoso Caio Fernando Abreu completaria sessenta e oito anos de idade. Seu aniversário está sendo comemorado à altura, com intensa programação que começou ontem com a abertura da exposição Caio Mon Amour. A curadora, Paula Dip, me convidou para apresentar seu texto As Quatro Irmãs-Uma Psico-Antropologia Fake, mais conhecido como A Lenda das Jaciras. Foi emocionante ver vários amigos e admiradores de Caio reunidos comemorando seu aniversário e perpetuando a sua memória. Uma menina me abordou perguntando: O senhor é ator? Adorável. Quando disse a ela que conheci Caio em Paris no ano de 1991, ela me disse que nasceu em 1993... Outro garoto que me entrevistou para um site me perguntou qual era, na minha opinião, o maior legado de Caio. Respondi que, além de sua obra, essa possibilidade de se perpetuar através das novas gerações via internet. Caio virou uma espécie de ídolo virtual de toda uma nova geração que está conhecendo sua obra agora. Como a menina que me perguntou "o senhor é ator"... E as homenagens seguem. Hoje tem, simultaneamente, em Porto Alegre e aqui em São Paulo, dois espetáculos. No sul, Luis Arthur Nunes e Marcos Breda apresentam O Homem e a Mancha. Aqui, Gilberto Gavronski retoma a sua Dama da Noite. Como não posso estar nos dois lugares ao mesmo tempo, assistirei hoje à Dama de Gilberto e, no sábado, ao Homem e a Mancha que Luis Arthur e Breda trarão para a Pauliceia. Na quinta ainda teremos Cida Moreira e Thiago Pethit e muito mais... Caio está em festa. Comemorado dignamente. E lá se vão vinte e cinco anos desde que nos conhecemos em Paris, numa fria tarde de inverno... Outro dia, quando contava para alguém como nos conhecemos, essa pessoa me perguntou: Você não tem nenhuma foto com ele? Não, respondi frustrado, não tenho. Naquela época a gente não fotografava tudo o tempo todo como faz agora. Depois, puxando pela memória, lembrei: Tenho uma única foto com Caio. Na festa do meu aniversário de trinta anos em Porto Alegre. Vou procurar e escanear para postar aqui. Por enquanto, Viva Caio Fernando Abreu!
Na foto, roubei o lugar de Cazuza no abraço de Caio clicado por Vânia Toledo.
Na foto, roubei o lugar de Cazuza no abraço de Caio clicado por Vânia Toledo.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
RUA DOS CATAVENTOS
Que falta faz Mario Quintana. Descobri isso hoje pela manhã enquanto aguardava para ser atendido por minha dentista. Na verdade, minha amiga Anne que, por coincidência, é também quem cuida dos meus dentes há mais de trinta anos... Pois na sala de espera do consultório da minha amiga/dentista, ao invés de Caras ou Super Interessante, o cliente espera lendo Clarice Lispector ou Mario Quintana. Um luxo. De um requinte surpreendente nessa era de banalidades e superficialidades que vivemos. Me dei conta de que não lia Mario há muito tempo. Apesar de ter quase tudo dele em casa. É sempre bom folhear seus livros e, totalmente ao acaso, encontrar as coisas mais inacreditavelmente apropriadas. Como aconteceu comigo nessa manhã de inverno em Porto Alegre, quando folheava A Rua dos Cataventos e me deparei com os versos que transcrevo a seguir:
"Eu nada entendo da questão social. Eu faço parte dela, simplesmente... E sei apenas do meu próprio mal, que não é bem o mal de toda a gente.
Nem é deste planeta... Por sinal, que o mundo se lhe mostra indiferente! E o meu Anjo da Guarda, ele somente, é quem lê os meus versos afinal"...
Me deu uma enorme saudade de quando eu era jovem e vivia aqui na capital gaúcha. Não raro eu encontrava com o poeta pelas ruas do centro da cidade. Ou quando ia buscar minha irmã, que era jornalista e trabalhava no Correio do Povo, e o via pelas dependências do jornal. Ou na Feira do Livro, na Praça da Alfândega. Naquela época a gente não fotografava tudo obstinadamente como se faz hoje em dia, por isso não tenho foto com ele. Mas tenho seu autógrafo e dedicatória em livros e num caderno meu no qual ele me chama de colega, pois eu me dizia poeta na ocasião... Bons tempos! Fiquei lembrando do meu livro de leitura do curso primário, que trazia em uma das páginas o seu poema Dorme Ruazinha... É tudo escuro!... Não consigo imaginar sua delicadeza em meio à descortesia reinante nos dias atuais. E, para encerrar citando o próprio, "eles passarão; eu, passarinho"...
Na foto, Quintana em seu habitat natural: As ruas do centro de Porto Alegre.
"Eu nada entendo da questão social. Eu faço parte dela, simplesmente... E sei apenas do meu próprio mal, que não é bem o mal de toda a gente.
Nem é deste planeta... Por sinal, que o mundo se lhe mostra indiferente! E o meu Anjo da Guarda, ele somente, é quem lê os meus versos afinal"...
Me deu uma enorme saudade de quando eu era jovem e vivia aqui na capital gaúcha. Não raro eu encontrava com o poeta pelas ruas do centro da cidade. Ou quando ia buscar minha irmã, que era jornalista e trabalhava no Correio do Povo, e o via pelas dependências do jornal. Ou na Feira do Livro, na Praça da Alfândega. Naquela época a gente não fotografava tudo obstinadamente como se faz hoje em dia, por isso não tenho foto com ele. Mas tenho seu autógrafo e dedicatória em livros e num caderno meu no qual ele me chama de colega, pois eu me dizia poeta na ocasião... Bons tempos! Fiquei lembrando do meu livro de leitura do curso primário, que trazia em uma das páginas o seu poema Dorme Ruazinha... É tudo escuro!... Não consigo imaginar sua delicadeza em meio à descortesia reinante nos dias atuais. E, para encerrar citando o próprio, "eles passarão; eu, passarinho"...
Na foto, Quintana em seu habitat natural: As ruas do centro de Porto Alegre.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
O ANÃO
A convite do meu amigo Caetano Pimentel, que é diretor cênico residente do Teatro São Pedro, fui assistir à ópera O Anão, de Alexander Von Zemlinsky, com direção musical de André dos Santos e direção cênica de William Pereira. Um belo espetáculo. Uma direção de William é sempre a garantia de delicadeza em cena. E, além de extremamente prazeroso de se assistir, O Anão leva a uma interessante reflexão. Não é para menos, uma vez que o libreto foi inspirado em um conto de Oscar Wilde: O Aniversário da Infanta. Eu sempre fui fã de Wilde, desde a mais tenra idade, quando me caiu nas mãos O Retrato de Dorian Gray e, mais tarde, na escola de teatro, quando descobri sua intrigante dramaturgia. Dono de um olhar crítico sobre a sociedade que retrata, Wilde tem o típico humor ferino, por vezes negro, dos ingleses. Com O Anão não é diferente. A infanta recebe o anão como presente de aniversário e se diverte muito com ele. Sem saber de sua condição feia e disforme, o protagonista pensa agradar a todos que o cercam, quando, na verdade, apenas os faz rir com a sua diferença. Até que um espelho cruel lhe revela o inexorável... Soa atual? Não à toa, em tempos de imagens distorcidas por filtros em redes sociais onde todos são lindos & felizes... Fico pensando em Oscar Wilde nos dias de hoje. Seria massacrado. Como de fato o foi em sua época, por ousar praticar o "amor que não ousa dizer seu nome", para citar o próprio. Ele poderia viver plenamente sua sexualidade fora do armário mas, certamente, não sobreviveria ao politicamente correto. Nem às patrulhas ideológicas virtuais que a todos denunciam. Cultuador que era da beleza e dos prazeres, o dândi vitoriano sucumbiria sob a pecha de racista, preconceituoso, elitista e xenófobo. Para dizer o mínimo... De fato é muito cruel. Como cruel é a humanidade. E é justamente dela que nos fala Wilde. Ao ver que seu anão está morrendo, a infanta lamenta: Tão novo o meu brinquedo e já quebrou! Soa atual também? Então. Eu disse que levava à reflexão...
Na foto, a Infanta de Espanha lamenta a morte de seu "brinquedo".
Na foto, a Infanta de Espanha lamenta a morte de seu "brinquedo".
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