domingo, 4 de agosto de 2013

LE FUMOIR

Um dos meu programas preferidos em Paris é o happy hour no Le Fumoir. Me sento a uma mesa no terraço e enquanto bebo contemplo o Louvre e suas arcadas. Fica bem em frente à estação Louvre-Rivoli do Metro e pode-se observar as pessoas que entram e saem, apressadas ou não, dessa estação. Meu amigo João já foi barman do Le Fumoir e no subsolo, numa espécie de ante-sala dos toilettes, pode-se ver exposto um retrato do meu amigo ainda nos seus verdes anos... Gosto de levar todas as pessoas que encontro em Paris para conhecer o Fumoir e sempre o recomendo quando me pedem dicas da cidade. Ver o sol se por atrás do Museu do Louvre tomando coups de Deutz, meu champanhe preferido, é um prazer que não tem preço. Ou melhor, tem. Mas pra que falar disso? Nas fotos, parte da vista do terraço, retrato de João e reflexo das Arcades na vidraça do bar.

sábado, 3 de agosto de 2013

PARIS SÓ PARA MIM

A maioria dos franceses viaja de férias no mês de agosto. Grande parte dos restaurantes fecha e mesmo os turistas parecem apontar seus roteiros de viagem em direção a outros lugares. Provavelmente em direção ao litoral. Até meu amigo João, que me recebe em sua casa, partiu de férias e fiquei sozinho, com Paris todinha praticamente só para mim. E, quer saber? Adoro. Chego facilmente aos lugares. E, quando chego, sento. Não há mais filas de espera. Mesmo na Uniqlo não há filas nos caixas. Eu, que sempre adorei São Paulo nos feriados prolongados e no verão, agora desfruto da minha Paris. Só minha... O calor deu uma trégua, já é possível sair de calça comprida e de camisa. Antes, só de bermuda e camiseta, parecia que a gente estava em Ipanema... Agradáveis dezenove graus ao sol me levaram mais uma vez até a casa de Serge Gainsbourg, cuja fachada já foi liberada dos tapumes e começa a ser recoberta por novos grafittis. Fui, também, assistir ao documentário Bambi, emocionante depoimento de vida da transexual Marie-Pierre Pruvot, que fez muito sucesso nos anos cinquenta e sessenta no Carroussel de Paris. Fui amigo íntimo de Claudia Wonder e, por incrível que pareça, ainda não assisti a Meu Amigo Claudia, falta que pretendo corrigir assim que voltar ao Brasil. No mais, caminho muito como sempre faço quando estou aqui... Nas fotos, la maison de Gainsbourg e o cartaz de Bambi.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AGOSTO EM PARIS

O mês de agosto chegou trazendo de volta o calor, que na última semana de julho havia dado uma trégua. No entando, a cidade já parece bem mais tranquila do que no mês anterior, com menos turistas nas ruas e nos lugares. Caminho muito por Paris, dia e noite, visito parques, igrejas e jardins, vou a soirrées, descubro e redescubro pequenos bistrôs e restaurantes. E, claro, bebo muito vinho. Os rosés são os preferidos da estação. Hoje fui com o João rever a Cité des Ciences et de l'Industrie, andamos muito pelo Parc de La Villette, pegamos o Canal de l'Ourq e fomos até Pantin, onde descansamos à sombra com os pés na água. Os prédios, pontes e muros da região são todos decorados com imensos retratos de pessoas comuns, como eu ou você, que são impressos em papel e depois colados, dando um interessante efeito de integração do visitante ao local. Testamos e aprovamos o bistrô Le Pré Verre, indicação de minha amiga Lilian Rocha. E vamos vivendo la vie en rose. Ou melhor, em rosé! Nas fotos, a imensa esfera da La Géode e as margens decoradas do Canal de l'Ourq.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

GIVERNY

Um dos lugares mais lindos que jamais visitei foi a casa de Claude Monet e seu jardim, em Giverny, nos arredores da pequena cidade de Vernon, que fica a uns setenta quilômetros de Paris. É um programa óbvio, batido, que todo mundo faz, hiper-turístico mas, mesmo assim, vale a pena. Sobretudo quando se entra na casa, repleta de gravuras japonesas que Monet colecionava, e das janelas do andar superior se observa o jardim. Senti uma vontade incontrolável de fechar a visitação pública e passar uma temporada de pelo menos dez dias em total silêncio contemplativo. De quebra ainda visitei o Museu dos Impressionismos e pude ver a exposição do artista japonês Hiramatsu Reiji, Le Bassin aux Nymphéas, uma homenagem a Claude Monet. Encantador, para dizer o mínimo. Se você estiver em Paris nessa época do ano, por favor, não vá. A quantidade de turistas é tal, que mal dá para fotografar o jardim. Deixe para ir no outono ou na primavera. Senão, suas lembranças vão ficar cheias de figurantes desconhecidos... Nas fotos, a casa e o jardim de Claude Monet.

BUTTES CHAUMONT

Os dias se fazem quentes e ensolarados em Paris. O que mais sinto vontade de fazer é passear pelos parques e jardins, que abundam na capital francesa. Decidi visitar o Buttes Chaumont, um dos meus preferidos de Paris. Quando morava aqui eu costumava ir a esse parque para correr. Atualmente ele reune milhares de jovens que ficam comendo e bebendo ao redor do Rosa Bonheur, um simpatico bar que aos domingos se transforma em animada pista de dança. Faz-se tambem muitos pic-nics nos seus gramados. Como estava perto, resolvi andar até o numero 231 da rue des Pyrénées, onde morei uns tempos logo que cheguei em Paris antes de mudar para o Marais. Como estava ao lado, resolvi entrar no Cimetière du Père Lachaise. Como estava dentro, resolvi escolher uma tumba para visitar: a de Edith Piaf. Fiquei emocionado ao constatar que seu ultimo grande amor, Theo Sarapo, repousa a seu lado pela eternidade... Peço desculpas pelos acentos faltando em algumas palavras. Estou teclando em um mac e ainda tenho dificuldades com ele. Nas fotos, vista do Buttes Chaumont e a tumba de Piaf e Theo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ILUMINADA

Alheio à multidão de turistas que cercam os monumentos nessa época do ano, fui até a Torre Eiffel para ver o momento em que ela se acende ao entardecer. O que atualmente está acontecendo às dez horas da noite. Fiquei sentado em um café ao pé da torre bebendo um vinho branco e esperando que a iluminação se desse. Da torre, bien sur, não minha. É muito lindo. Primeiro só acendem as luzes normais, amareladas. Segundos depois começam a piscar milhares de pequenas lâmpadas que transformam a torre em uma joia cravejada de diamentes. Do meu café à beira do Sena pude escutar um sonoro OHHH!! pronunciado pela multidão. Não resisti e fiz um brinde à beleza do momento. E do monumento em si. Santé! Ao invés de foto, um vídeo da star de Paris iluminada.

LES DEUX MAGOTS

Dia desses resolvi ir ao Les Deux Magots. Mais para conhecer mesmo, pois não resisto a um cartão postal de Paris ou mesmo aos seus clichês, e nunca havia estado nesse lugar histórico. Dizer que um lugar é histórico aqui em Paris é quase uma redundância, uma vez que praticamente todos os lugares da cidade o são. Pedi um vinho branco e algo para comer e fiquei me sentindo como se fizesse parte das turmas bacanas de surrealistas e existencialistas que o frequentavam no passado. Quem já teria se sentado à mesa que eu ocupava agora? Sartre? Gide? Rimbaud? Mallarmé? E nesse exercício de imaginação me deixei levar por algumas horas estimulado, evidentemente, pelo vinho. Aliás, pelo vinho, pelo lugar e por Paris em si. Que sempre me estimula... Nas fotos, detalhes do salão interno do Deux Magots.